Muito se fala deste tema. Entrou na mainstream corrente; pessoas, empresas, organizações tudo em prol da sustentabilidade.
Mas o ponto fundamental é que a sustentabilidade começa em nós; não nas instituições, não nos governos, não nas organizações internacionais, mas em nós!
A informação que circula é tão extensa e apontando meramente para “os outros” que é difícil discernir o que realmente podemos fazer.
Neste momento, já estando o planeta na 6ª extinção em Massa (1/3 da fauna e flora já desapareceram na última década), já estando no ponto de NÃO retorno nas mudanças climáticas, só nos resta preparar o nosso meio envolvente para poder sobreviver, e, com esperança batendo no peito, que as novas gerações sejam flexíveis e adaptáveis a estas mudanças.
Se cada um, tomar real consciência, que tudo mudou, que tem forçosamente de alterar os seus hábitos, pode ser que ainda tenha alguma forma de sobreviver ao que aí vem.
Temos de ter uma informação seletiva sobre os nossos comportamentos diários.
Explanando:

A sustentabilidade é um triangulo entre:
Humanos – Natureza – Economia!
A sustentabilidade é ética em toda a forma de viver:
A nível social, económico, ecológico e cultural!


A sustentabilidade é um mudar de EGO para ECO:
Transformar sistemas baseados no ego para sistemas simbióticos!
Viver a sustentabilidade é interconectar todos estes pilares basilares.
Se é fácil? Nem por sombras!
Nem percebemos o que fazemos de errado. A nossa cultura, educação, trabalho, sociedade nem consegue nos fazer entender o conceito básico, quanto mais nos fazer perceber como proceder.
E como Proceder? É uma mudança completa de mentalidade, de hábitos, de comportamentos. Estamos preparados, sequer, para eles? Não!
Abdicar da sociedade de consumo em que vivo, alguns de nós até seriam capazes. Mas retirar isso aos filhos, significando serem excluídos dos grupos em que se encontram? Dificilmente os pais o farão.
Abdicar da vida social, alguns de nós até seriam capazes. Mas retirar aquilo que considero ser o pouco que levo desta vida? Dificilmente os que socializam para preencher o vazio interno o farão.
Abdicar do meu conforto, alguns de nós até seriam capazes. Mas retirar aquilo que considero ser uma conquista pessoal? Dificilmente a nossa zona de conforto nos impulsionará para mudar.
Abdicar do meu lazer, alguns de nós até seriam capazes. Mas retirar aquilo que me dá prazer sem me preocupar com o montante ou jusante? Dificilmente o farei.
Então retirando tudo isso, só me resta esperar que os “outros” o façam por mim! …
… Ou então não!
Não tenho a chave vencedora para vos dar. Porque simplesmente não é abdicar mas sim transformar ou alterar ou ajustar. Apenas alguns exemplos práticos de como começar pequenas mudanças diárias.
Observar tudo o que faço e pensar: como, quando e porquê; de onde, para onde e onde;
Desde o momento em que acordo até me deitar, os meus rituais matinais e nocturnos, os produtos que uso, os produtos que me alimentam, os produtos que consumo, os serviços que utilizo, os serviços que me servem, os serviços que acho que preciso….
Todos esses meus comportamentos podem ser alterados por outros mais sustentáveis. Não é só o factor energia (seja em casa ou com o automóvel), não é só o lixo da reciclagem, não é só comprar bio ou natural, não é só comprar menos futilidades, não é só ….
É tão mais do que isso… nos jardins e varandas transformarem as plantas decorativas em plantas comestíveis; é pensar se posso fazer alguns dos produtos que utilizo no meu dia a dia; é pensar poder trocar ou comprar do meu vizinho que faz algo que eu preciso; é saber o que posso fazer para apoiar a minha comunidade a ser mais autossuficiente; é não esperar que os sucessivos “des”governos ou corporações implementem medidas para eu acreditar que “vai ficar tudo bem” e não sair da minha zona de conforto;
É ler, informar-se, participar em causas reais de sobrevivência e pró-ativas;
É perguntar, procurar, descobrir formas de independência pessoal, social e económica;
É observar a natureza, os seus ciclos e saber onde me encaixo em tudo isto!
É ensinar, partilhar, cooperar em acções concretas no dia a dia.
Os 5 Rs da sustentabilidade: reciclar, reusar, reduzir, repensar e recusar, aplicados em tudo o que fazemos, desde o acordar até ao adormecer.
Criar, inovar e Ser é o que faz de nós, Humanos Sencientes, dignos de um planeta vivo, rico e abundante.